Hoje eu quero ser só, por que o estar não é escolha é
imposição.
Quero aspirar a singeleza das coisas completas,
Das coisas impregnadas da força incontida da solidão dos
átomos.
E rir tonto dançando sem ninguém ver,
Me entupindo de gelatina, tomate com açúcar, farofa de
banana prata crua com carne do sol frita,pão de sal com manteiga e açúcar e de frases
proclíticas onde a ênclise é necessária,
E rir dos que consomem a estranheza em lugar do banquete das
possibilidades...
Quero matar as formigas com detergente e as baratas com “raid”
preto
E desfrutar da vilania que me torna humano porque o politicamente
correto é hipocrisia.
Quero a loucura plena e sagrada de olhar quatrocentas e
setenta e nove vezes para todas as coisas para enxergar-lhes duas.
Não me pegue pelo braço, Pessoa. Eu também tenho duas mãos,
Drummond.
O que fazer do vendaval que se soltou, Régio?
Pois todos engarrafam os sonhos e os expõem à venda nas
prateleiras das vaidades
E eu que sou o louco?
Sanidade, sanitário e santo antônio Aos Que constroem o que
devo sonhar,
Aos que por minha boca falam antes mesmo que eu conceba a
ideia.
Quatrocentas e setenta e nove vezes só completando átomos
com frases proclíticas sem ninguém ver as possibilidades do “raid” preto que me
torna humano na hipocrisia da loucura de enxergar duas vezes Pessoa soltar
Régio na sanidade sanitária do que devo sonhar antes mesmo que eu conceba a
ideia quatrocentas e setenta e nove vezes.
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