domingo, 28 de outubro de 2012

479



Hoje eu quero ser só, por que o estar não é escolha é imposição.
Quero aspirar a singeleza das coisas completas,
Das coisas impregnadas da força incontida da solidão dos átomos.
E rir tonto dançando sem ninguém ver,
Me entupindo de gelatina, tomate com açúcar, farofa de banana prata crua com carne do sol frita,pão de sal com manteiga e açúcar e de frases proclíticas onde a ênclise é necessária,
E rir dos que consomem a estranheza em lugar do banquete das possibilidades...
Quero matar as formigas com detergente e as baratas com “raid” preto
E desfrutar da vilania que me torna humano porque o politicamente correto é hipocrisia.
Quero a loucura plena e sagrada de olhar quatrocentas e setenta e nove vezes para todas as coisas para enxergar-lhes duas.
Não me pegue pelo braço, Pessoa. Eu também tenho duas mãos, Drummond.
O que fazer do vendaval que se soltou, Régio?
Pois todos engarrafam os sonhos e os expõem à venda nas prateleiras das vaidades
E eu que sou o louco?
Sanidade, sanitário e santo antônio Aos Que constroem o que devo sonhar,
Aos que por minha boca falam antes mesmo que eu conceba a ideia.
Quatrocentas e setenta e nove vezes só completando átomos com frases proclíticas sem ninguém ver as possibilidades do “raid” preto que me torna humano na hipocrisia da loucura de enxergar duas vezes Pessoa soltar Régio na sanidade sanitária do que devo sonhar antes mesmo que eu conceba a ideia quatrocentas e setenta e nove vezes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário