Ouço essa frase numa música do "Sin Bandera" e um turbilhão de pensamentos acerca de verdade e mentira me ocorrem agora. Essa talvez seja a frase que mais tipifica qualquer ser humano e a mais propensa à construção de "clichezões" de toda sorte.
Vemos o que queremos ver, registramos a vida como nos apraz, como nos é conveniente. Somos a nossa própria versão da história de nossa existência e não passamos desse arremedo da sombra construída que preferimos chamar de realidade. O mais intrigante no percurso de vida do homem é a sua necessidade de registrar seu estar no mundo, nessa realidade que ele constrói ou acha que o faz.
Hoje, no meio da madrugada, entre uma informação e outra, me lembrei de uma torrente de acontecimentos que vivi desde que me entendo por gente... são coisas bobas, desprovidas de significados profundos, mas que geram epifanias pessoais ao lançar os olhos do hoje sobre a "mentira" passada. Decidi registrar o que vi e como enxerguei à medida que vivi cada situação.
Faço isso pra mim mesmo, numa tentativa de recordar quem fui/sou; para talvez divertir alguém com amenidades ou até lembrar-lhes de quem são se por ventura algum ponto de convergência existir.
Faço isso também para poder expor tantos raciocínios tecidos e às vezes perdidos... comunicação egocêntrica de minhas verdades.
Nenhum comentário:
Postar um comentário