Charles Figueiredo
No meio da mata,
Tão gorda, tão gasta
Velhinha primata
Logo apareceu.
Seu dente de ouro
Lembrava besouro,
Seu pai era mouro
E a mãe faleceu.
Já vinha rolando,
Roncando e bufando,
Tirana mandando
A todos calar.
Queria ser bela
Montada na sela,
Quando foi donzela
Queria casar.
Agora tão gasta,
Medonha, nefasta,
Não anda, se arrasta
Pedindo favor
Ao sapo do lodo
Tão cheio de engodo
Que s’entregou todo
Em juras d’amor.
Coitada da feia
Caindo na teia
Nem vê que semeia
O que colhe amanhã.
Achando que o sapo
Beijando o farrapo
Será mais que trapo,
Será seu galã!
Sozinha no mundo
Pois seu sapo imundo
Fugiu com Raimundo
Levando o quinhão
Da boba maldita
Tão feia na fita
Caiu na birita
sem troco pro pão.

Até parece que foi feito para mim...daqui a uns 10 anos....kkk
ResponderExcluirbesta! Foi inspirado por alguém a quem tenho desprezo e que em breve vai quebrar feio a cara. Num foi tu! kakakaka
ResponderExcluirtem ritmo gostoso, aposto que dá samba hehehe
ResponderExcluirVerdade Alex! Quando li, pensei logo em um samba! Quem sabe....
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